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Onde o Atlântico encontrou o lúpulo. A Ilha da Magia tem praias paradisíacas, colonização açoriana e o primeiro estilo de cerveja 100% brasileiro: a Catharina Sour.
a ilha da magia
editorialFlorianópolis não escolheu ser uma cidade de cerveja artesanal. Ela simplesmente se tornou. A colonização açoriana de 1748 moldou uma identidade cultural singular — entre a Europa e o Atlântico, entre o mar e a montanha — que eventualmente criou o ambiente perfeito para uma cena craft com sotaque próprio.
A influência alemã chegou pelas cidades vizinhas do Vale do Itajaí, a 140km de distância. Blumenau trouxe a técnica; Floripa trouxe o clima, a paisagem e o estilo de vida praiano. O resultado foi uma cerveja mais leve, mais refrescante — com toda a precisão germânica, mas com o frescor de quem toma chope olhando pro mar.
Do encontro dessa cultura com a criatividade catarinense nasceu a Catharina Sour — o primeiro estilo de cerveja reconhecido internacionalmente criado no Brasil. Uma Sour com frutas tropicais, leve, refrescante, perfeita para uma tarde de verão na Lagoa da Conceição. Hoje, é o cartão postal da ilha no circuito cervejeiro mundial.
fonte: guiafloripa.com.br · floripa.com · engenhodanoticia.com.bro estilo que nasceu aqui
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A 140km daqui, a capital nacional da cerveja alemã tem a Oktoberfest, a maior festa germânica fora da Alemanha, e dezenas de cervejarias de classe mundial.
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15 cervejarias mapeadasa ilha e a cerveja
Florianópolis não se visita. Se experimenta. E depois fica — como sal na pele que o banho não tira.
A ilha tem dois tempos. O verão que explode, que enche, que cansa de beleza. E o resto do ano, quando o mar esfria e a cidade revela o que é de verdade: açoriana, inventiva, quieta quando quer. É nesse segundo tempo que a cerveja faz mais sentido. Quando o vento sul bate na janela e o copo aquece as mãos.
A Catharina Sour nasceu aqui. Não por decreto — por acidente feliz, como as coisas boas costumam nascer. É o único estilo de cerveja criado no Brasil reconhecido pelo BJCP, o código internacional que define o que é o quê no universo da cerveja artesanal. Nasceu em Santa Catarina porque a ilha tem frutas que o resto do mundo ainda não conhece, e cervejeiros dispostos a usá-las sem pedir licença. Hoje Florianópolis tem 15 cervejarias mapeadas — seis delas com prêmios internacionais. Os números dizem respeito. O que eles não dizem é o cheiro de mosto no ar numa tarde de sábado no centro da ilha.
as cervejarias que definem a cena
A Cervejaria Fermi é onde a ciência encontra o prazer. Avaliação 5 — o teto. Com 56 cervejas cadastradas e 8 prêmios, é a mais prolífica da ilha. A German Alien levou ouro em 2023. A Fermi New Horizons é uma Russian Imperial Stout que pesa como deve pesar — escura, longa, sem pressa de acabar. ver no mapa
A Balbúrdia Cervejeira tem área externa, música ao vivo e avaliação 4.8. O nome já diz o espírito — ninguém vai à Balbúrdia em silêncio. A Hop Burst, Juicy IPA, levou prata em 2026. É a cerveja certa para uma tarde que não quer terminar.
A Cervejaria Kairós tem dez prêmios no currículo. A Naufragados Baltic Porter levou ouro em 2026 — um porter báltico que carrega no nome a melancolia bonita dos naufrágios e entrega no copo notas que demoram a ir embora. ver no mapa
O Maltês Craftbeer é cervejaria e hospedagem. Avaliação 5. Quem dorme lá acorda com o cheiro de cerveja sendo produzida — e não reclama. Pet friendly, íntima, do tipo que você encontra por acidente e marca no mapa para nunca esquecer. ver no mapa
A Cervejaria Kill Brew tem área externa e avaliação 4.1. A Hoppy Revolution levou prata em 2021 — uma IPA com atitude, para quem quer lúpulo de verdade no copo.
catharina sour: o estilo que nasceu aqui
Imagine uma cerveja que começa ácida — não agressiva, ácida como fruta madura no sol. Que traz no meio algo que você já provou mas não sabe nomear. Butiá. Jabuticaba. Maracujá do mato. Fruta que não tem no supermercado mas existe, e aqui vira cerveja.
A Catharina Sour é isso. Leve, turva, refrescante de um jeito que uma Pilsner gelada não consegue ser. Não é cerveja para impressionar — é cerveja para beber devagar, de olho no mar, sem precisar explicar para ninguém o que está sentindo. A Sour Amora e Maracujá da Cervejaria Bertol levou bronze em 2023. Para quem nunca provou uma Catharina: peça essa primeiro.
um roteiro para sentir a ilha
Comece na Fermi. Não porque é a melhor — porque ela exige atenção, e você ainda tem atenção no começo do dia. Peça a New Horizons. Sente com ela.
Depois vá à Kairós. A Baltic Porter é pesada demais para o fim da tarde — ela precisa do meio do dia, quando você ainda tem fome de sabor. A Naufragados é ouro por um motivo.
A Kill Brew fica no caminho. A Hoppy Revolution é o contraponto — onde a Kairós é funda e escura, a Kill Brew é verde e agressiva. O contraste é o ponto.
Encerre na Balbúrdia. Não por ordem lógica — por ordem de energia. Área externa, música, grupos. É onde o roteiro deixa de ser roteiro e vira noite. montar meu roteiro no tripbier
premiadas que você precisa provar
Naufragados Baltic Porter — Kairós — ouro 2026. Escura, densa, com notas de chocolate que chegam devagar e ficam.
Hop Burst — Balbúrdia — prata 2026. Juicy IPA, tropical, para quem quer sentir o lúpulo sem ser agredido por ele.
German Alien — Fermi — ouro 2023. Pilsner alemã feita no sul do Brasil. Limpa, amarga na medida, longa no final.
Sour Amora e Maracujá — Bertol — bronze 2023. Catharina Sour com frutas locais. A porta de entrada para o estilo que nasceu aqui.
Wild Tripel Barrel Aged 22 meses — Fermi — prata 2025. Vinte e dois meses em barril. Cada gole carrega esse tempo.
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